Projetos Chauá

Ao longo de seus 16 anos de existência a Sociedade Chauá desenvolveu e participou de vários projetos direcionados para a conservação da natureza. Atuando com autonomia ou em parceria com outras instituições ambientais, conquistou muitas vitórias e realizações.

Conservação de espécies raras e ameaçadas da Floresta com Araucária

PROJETO CONTÍNUO DESDE 03/2011

A drástica redução da cobertura original da Floresta com Araucária afeta gravemente populações de espécies raras e/ou ameaçadas de extinção. Em geral, estas espécies têm ocorrência escassa, geralmente por sua biologia natural e pelas intervenções humanas.

Atualmente, existem poucas ações para a conservação efetiva de plantas raras e/ou ameaçadas de extinção. Isto ocorre pela falta de informação técnico-científica, assim como, pela dificuldade de obtenção de sementes e mudas.

Para reverter cenário foi criado o programa “Conservação de espécies raras e ameaçadas de extinção da Floresta com Araucária no Paraná”, baseado em vários subprojetos (todo ano novos subprojetos são elaborados).

CLIQUE NOS LINKS ABAIXO PARA SABER MAIS:

 Cadastro de matrizes porta-sementes de espécies raras e/ou ameaçadas da Floresta com Araucária

 

Acompanhamento fenológico, estudos de germinação e desenvolvimento de mudas de espécies raras e/ou ameaçadas da Floresta com Araucária, com divulgação técnico-científica

 

Produção de mudas de espécies raras e/ou ameaçadas e efetivação de enriquecimento de remanescentes da Floresta com Araucária

 

Monitoramento do desenvolvimento das mudas de espécies raras e/ou ameaçadas em campo, com posterior divulgação técnico-científica

 

O projeto Conservação de espécies raras e ameaçadas da Floresta com Araucária e o projeto Global Trees Campaign:

 

O Global Trees Campaign é um projeto que desde 1999 atua em 25 países na conservação de mais de 8000 espécies de plantas ameaçadas. A Sociedade Chauá faz parte deste projeto, que pode ser traduzido como "Campanha Global para as Árvores", contribuindo localmente na Floresta com Araucárias na produção de mudas de espécies raras e ameaçadas para a restauração ambiental em propriedades rurais.

 

Confira o link do projeto que explica mais sobre a participação da Sociedade Chauá. Além de contribuir localmente a Sociedade Chauá contribui tecnicamente para este grande projeto, na elaboração de material técnico especializado sobre a coleta e germinação de sementes, divulgando assim as experiências e boas práticas adquiridas pela equipe.

Clique para conhecer o guia prático de coleta de sementes elaborado pela equipe da Sociedade Chauá, e para conhecer a etapa seguinte, de armazenamento e preparação para germinação.  

 

Dica: Utilize as ferramentas de tradução on line no seu navegador de internet caso prefira acessar o conteúdo dos guias em Português.

FloraParaná

O FLORAPARANÁ é um projeto permanente, criado e conduzido pela Sociedade Chauá. Fruto da experiência técnica adquirida ao longo de inúmeros levantamentos florísticos e fitossociológicos por todo o Paraná, realizados pelos membros de sua equipe. Além das diversas listagens temáticas de espécies, o objetivo do catálogo é disponibilizar também fichas técnicas e imagens de cada planta que conste na lista. A intenção é ajudar técnicos, pesquisadores e profissionais voltados ao estudos da flora com informações de fácil acesso.

Naturalmente, o volume grandioso de dados a serem abrangidos pelo catálogo, que ultrapassa a casa dos milhares, dificulta a sua ordenação e principalmente a elaboração das fichas técnicas. Desta forma, o FLORAPARANÁ encontra-se em versão de teste, devendo ainda sofrer muitas modificações em seu formato de apresentação, no sentido de se buscar a melhor solução para a exposição dos dados. As fichas técnicas de cada espécies serão elaboradas a medida em que sejam obtidas imagens e informações, em processo contínuo.

O Paraná é privilegiado no que se refere à diversidade dos tipos de vegetação. São três grandes fisionomias florestais: Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária) e Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Seca do Rio Paraná); duas fisionomias campestres: Campos Naturais e Cerrado; e ainda fisionomias específicas como a Vegetação de Altitude, as Várzeas, Restingas e Manguezais.

Cada tipo de vegetação, condicionado por características ambientais específicas, reúne um determinado grupo de espécies que, muitas vezes, só ocorre nestes ambientes. Através do FLORAPARANÁ você terá acesso à listas de espécies de diferentes tipologias e fisionomias vegetais do Paraná. Também é objetivo do catálogo disponibilizar listas com temas específicos como: ameaçadas de extinção, frutíferas, medicinais e ornamentais, além das pioneiras, secundárias e climácicas. 

CLIQUE AQUI PARA CONHECER NOSSAS LISTAS DE ESPÉCIES.

Avaliação da Resiliência Pós-Incêndio da Floresta Ombrófila Densa Altomontana em trecho de encosta do Morro Caratuva, Paraná

05/2010 - Projeto Contínuo

Esta pesquisa trata de uma avaliação da regeneração natural da Floresta Ombrófila Densa Altomontana e de seus solos relacionados, através do acompanhamento de parcelas permanentes, após incêndio ocorrido em 2007.

A área em estudo localiza-se dentro do Parque Estadual Pico do Paraná, com área de 4.333,83 hectares. O morro Getúlio com 1.477 metros de altitude e o pico Caratuva com 1.852 metros são acessados pela trilha que leva ao pico do Paraná, a principal atração do parque. Desde sua descoberta, a visitação dessas montanhas tem ocorrido de forma sistemática, principalmente através da trilha que leva ao pico do Paraná. Foi no trecho onde a trilha passa pelo morro Getúlio que o incêndio se iniciou, levando a crer, portanto, que tenha causa antrópica. O incêndio durou aproximadamente 12 dias e consumiu parte dos morros Getúlio e Caratuva, nestes trechos a floresta foi inteiramente destruída, praticamente inexistindo exemplares arbóreos remanescentes.

Até o momento foram instaladas 18 unidades amostrais em três diferentes altitudes da encosta do Morro Caratuva que foi afetada pelo incêndio, sendo coletadas amostras de vegetação e de solo. Como resultados preliminares do levantamento florístico e fitossociológico salienta-se o total predomínio de herbáceas e sub-arbustivas pioneiras, com destaque para as espécies de Asteraceae, tendo sido encontradas apenas duas espécies de hábito arbóreo típicas da Floresta Ombrófila Densa Altomontana, ambas representadas por plântula com menos de 30 cm de altura.

Equipe técnica:

Christopher Thomas Blum, Eng. Florestal, Dr.

Maurício Bergamini Scheer, Eng. Florestal, Dr.

Marcelo Luiz Brotto, Eng. Florestal, M.Sc.

ORNATIVAS - Projeto de desenvolvimento e pesquisa sobre plantas ornamentais nativas

07/2007 - Projeto Contínuo

O ORNATIVAS é um projeto vinculado ao Viveiro Chauá, e surgiu com o objetivo de explorar a potencialidade ornamental de diversas espécies nativas da Floresta com Araucária, viabilizando possibilidades mais congruentes para incrementar a biodiversidade dos jardins urbanos e rurais.

Também interessa ao ORNATIVAS contribuir com alternativas às plantas ornamentais exóticas invasoras, que comumente avançam sobre florestas nativas a partir dos jardins urbanos e rurais.

O projeto visa a geração de conhecimento científico e prático no que se refere ao cultivo e manejo de várias espécies nativas de grande exuberância para o paisagismo.

As informações técnicas adquiridas são disponibilizadas no catálogo virtual FLORAPARANÁ e também constituirão publicações sobre plantas ornamentais nativas no decorrer do projeto. Os estudos de técnicas de propagação são desenvolvidos no Viveiro Chauá, em alguns casos em parceria com outras instituições de ensino e pesquisa. Estudantes de graduação e pós-graduação tem tido importante participação na geração de informações para o projeto. O manejo e a utilização no paisagismo das espécies nativas estão sendo avaliados no Jardim de Nativas do Viveiro Chauá.

Paralelamente aos estudos de cultivo e manejo, são produzidas mudas destas espécies ornamentais nativas no Viveiro Chauá, as quais serão disponibilizadas aos interessados em tornar seus jardins mais próximos da constituição vegetacional original, contribuindo também com mais nichos para a fauna silvestre.

Acesse aqui a lista de espécies do viveiro.

No momento o viveiro está em manutenção para locação das espécies ornamentais.

 

PARA SABER SOBRE A DISPONIBILIDADE DE MUDAS ENVIE E-MAIL PARA: sociedade.chaua@gmail.com

Funcionalidades ambientais de ecossistemas altomontanos e implicações para sua conservação

01/2009 - 01/2011
O referido projeto de pesquisa é apoiado financeiramente pela Fundação Boticário de Proteção a Natureza - FBPN.

As porções elevadas da Serra do Mar paranaense são ocupadas em grande parte por vegetação em estado primitivo de conservação, como a vegetação rupestre, os campos altomontanos e a Floresta Ombrófila Densa Altomontana. Porém, nas últimas décadas, apesar de estarem teoricamente protegidas por leis, tais formações têm sido descaracterizadas pela pecuária, monoculturas, invasão de espécies exóticas, incêndios, instalação de torres de telecomunicação, estradas e turismo desordenado.

Os ecossistemas altomontanos são responsáveis por importantíssimas funcionalidades ambientais, como a proteção e manutenção dos fluxos hídricos de cabeceiras de bacias hidrográficas, o estoque de água e de carbono na sua biomassa e na do solo, a rica biodiversidade e o elevado endemismo. Porém, ainda não existem informações sólidas para serem usadas como argumento de convencimento das autoridades e da sociedade, sobre a real necessidade de se proteger e restaurar esses ambientes.

Deste modo, para fornecer subsídios a programas que visem o fortalecimento de estratégias de conservação da diversidade biológica e da qualidade ambiental, este projeto propôs o levantamento das funcionalidades ambientais dos ecossistemas altomontanos, com ênfase em atributos geomorfológicos, pedológicos, hidrológicos e vegetacionais, para subsidiar o entendimento: (1) dos fatores responsáveis pela baixíssima resiliência dos ambientes altomontanos degradados, para subsidiar sua restauração e proteção; (2) das condições necessárias e do tempo de formação dos solos predominantemente orgânicos, bem como da biota; (3) dos serviços ambientais prestados por estes ambientes ((por exemplo: estoque de C, retenção de água e regularização de fluxos hídricos, abrigo à biodiversidade, belezas cênicas), e utilizá-los como parâmetros para o zoneamento, manejo e criação de Unidades de Conservação.

A primeira etapa do projeto foi realizada na Serra da Igreja, onde os principais solos encontrados nos campos altomontanos foram Organossolos e nas florestas altomontanas foram Gleissolos. Os estoques de carbono por unidade de área nos solos dos campos são superiores aos das florestas altomontanas, sendo ambos considerados altos, comparados aos de outros ecossistemas disponíveis na literatura. Outra importante característica ambiental desses solos é a alta capacidade de retenção hídrica devido à sua elevada porosidade total verificada nos horizontes hísticos. Apesar da Serra da Igreja, certamente apresentar campos altomontanos provenientes do final do Pleistoceno, como em outros estudos no Sul e Sudeste do Brasil, os sítios estudados, pela sua posição no relevo, são, pelo menos, do início do Holoceno tardio, quando condições de maior umidade propiciaram a colonização/recolonização das cumeeiras da Serra da Igreja, coincidindo com o período, frequentemente documentado na literatura, de avanço de florestas sobre campos e cerrados.

No segundo semestre de 2010 foram desencadeados os levantamentos finais do projeto, na Serra do Ibitiraquire, gerando informações importantes para comparação e subsídio às ações de conservação.

Coordenação:

Maurício Bergamini Scheer, Eng. Florestal, Dr.

Apoio técnico:

Carlos Vellozo Roderjan, Eng. Florestal, Dr.

Gustavo Ribas Curcio, Eng. Agrônomo, Dr.

Planos de Manejo do Programa Desmatamento Evitado da SPVS

A Sociedade Chauá vem participando do Programa Desmatamento Evitado da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) executando planos de manejo de áreas protegidas. Foram mais de 20 planos de manejo realizados entre 2006 a 2015.

Plano de Manejo da RPPN Luz do Sol

07/2011 - 03/2012 Projeto Finalizado

A Sociedade Chauá com o apoio da FundaçãoGrupo Boticário de Proteção à Natureza concretizou a realização de um Plano de Manejo para a RPPN Luz do Sol, uma área de Floresta Estacional Semidecidual no município de Rolândia –PR, de propriedade de Lúcia Helena Segantin. O plano de manejo foi finalizado em fevereiro de 2012 e irá colaborar para um mlehor planejamento de ações de conservação para a área em questão.

Diante da atual situação em que se encontra a Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Seca do Rio Paraná) no Paraná, com a cobertura original tendo sido quase totalmente destruída, é muito importante que o remanescente da RPPN Luz do Sol se encontre protegido e com possibilidade de ser manejado para melhorar seu estado de conservação.

Iniciativas de conservação como a observada na RPPN Luz do Sol são absolutamente vitais para reverter o grave quadro de degradação em que se encontra a Floresta Estacional Semidecidual. Ainda que constituída por comunidade florestal secundária no estágio médio da sucessão, a RPPN Luz do Sol tem grande relevância por abrigar algumas espécies raras e/ou ameaçadas de extinção, em especial da flora, como a peroba (Aspidosperma polyneuron), o cipó-escada-de-macaco (Bauhinia microstachya), a cabreúva (Myrocarpus frondosus) e a orquídea-amarela (Corymborkis flava), dentre outras.

O plano de manejo em questão constitui um documento importante que organiza e planeja um futuro de conservação e ações de educação ambiental para a RPPN Luz do Sol. O plano está protocolado no órgão ambiental (IAP) e será a base para a busca de recursos financeiros visando sua implementação.

De um modo geral, os proprietários de RPPN tem muita dificuldade para gerenciar e manejar suas áreas adequadamente, pois o principal instrumento norteador de manejo, que é o Plano de Manejo, tem um custo relativamente elevado, especialmente considerando que a maioria das RPPNs geram pouco ou nenhum rendimento financeiro para seus proprietários, pelo reduzido apoio governamental e pouca valorização por parte da sociedade em geral.

Deste modo, considera-se que a elaboração do Plano de Manejo da RPPN Luz do Sol foi um impacto de relevante importância para a conservação da área, que de agora em diante passará a ser manejada seguindo critérios e normas potencializadoras de sua conservação e proteção. O acompanhamento durante a fases de elaboração do plano e também o convívio com a equipe técnica permitiram à proprietária adquirir um conhecimento relevante sobre biodiversidade, manejo de áreas protegidas e educação ambiental, o qual será permanentemente assistido pelo próprio Plano de Manejo, que será fonte de consulta frequente. Além do salto de qualidade nas ações de manejo da RPPN, este projeto também viabilizará a regulamentação da RPPN junto ao órgão ambiental, uma vez que o protocolo do plano de manejo é uma obrigação do proprietário. Por fim, a existência de um plano de manejo é base essencial para a busca de recursos em parcerias e editais, para a implementação dos programas de manejo.

Coordenação:

André Cesar Furlaneto Sampaio, Eng. Florestal, Esp. Gestão e Eng. Ambiental, Msc

Christopher Thomas Blum, Eng. Florestal, Esp. Gestão e Eng. Ambiental, Msc, Dr.

Equipe técnica:

André Cesar Furlaneto Sampaio, Eng. Florestal, Esp. Gestão e Eng. Ambiental, Msc

Infraestrutura, Supervisão do Mapeamento, Meio Físico e Social, Planejamento, Apoio em Vegetação

Christopher Thomas Blum, Eng. Florestal, Esp. Gestão e Eng. Ambiental, Msc, Dr.

Vegetação, Meio Físico, Planejamento, Revisão

Fernanda Góss Braga, Bióloga, Mastozoóloga, Esp. Conserv. de Biodiversidade, Msc, Dr.

Mastofauna

Luciane Akemi Grassani, Eng. Florestal, Ed. Ambiental, Esp. Planej. e Gestão de Projetos

Meio Social, Uso Público e Educação Ambiental

Raphael Eduardo Fernandes Santos, Biólogo, Ornitólogo

Avifauna

Paulo Germano, Geógrafo, Msc

Mapas

Apoio técnico:

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Revitalização e Educação Ambiental na ACRIDAS

07/2007 - 11/2008 Projeto Finalizado

A ACRIDAS é uma organização não governamental cuja missão é criar condições para que crianças e adolescentes em situação de risco social possam viver em uma família. Sua equipe trabalha para encaminhar os jovens a sua família de origem ou a uma família substituta. Enquanto isso não acontece, o jovem aguarda sob a proteção de uma família acolhedora, composta por um casal da comunidade, especialmente preparado para acolher os jovens, recebendo apoio financeiro para este fim.

O presente projeto abrangeu a revitalização ambiental do Condomínio da Aldeia, onde vivem vários jovens junto com suas famílias acolhedoras. A idealização do projeto é fruto de uma parceria entre a ACRIDAS, oCondomínio da Biodiversidade – CONBIO e a SPVS, com apoio financeiro do Instituto HSBC Solidariedade, sendo a Sociedade Chauá a instituição responsável pela sua execução.

As ações realizadas foram: plantio de mudas de árvores nativas, visando aumentar a biodiversidade e recompor áreas degradadas; implementação de uma trilha ecológica, para facilitar a integração das crianças e de seus pais acolhedores com o belo bosque da propriedade; implantação de placas educativas para estimular a conscientização ambiental e a conservação da natureza; limpeza do lixo descartado por anos no bosque nativo; palestras e atividades de educação e conscientização ambiental; elaboração e suporte de uma rotina de uso sustentável e manutenção conservacionista da área.

A efetivação de tais medidas foi conduzida por engenheiros florestais e educadores ambientais, auxiliados por voluntários de diversas formações.

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Monitoramento técnico das áreas protegidas pelo Programa de Adoção de Florestas com Araucária

02/2007 - 12/2007 Projeto Finalizado

Através de parceria técnico-científica com a SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, a Sociedade Chauá realizou o monitoramento técnico das áreas participantes do “Programa de Adoção de Florestas com Araucária”, criado e gerenciado pela SPVS.

O monitoramento técnico foi efetivado em 04 remanescentes de Floresta com Araucária adotados pela iniciativa privada: a RPPN Fazenda Uru (Lapa), o Sítio das Araucárias (Fernandes Pinheiro), a Fazenda Canudos (São João do Triunfo) e o Sítio São José (Prudentópolis).

O Programa de Adoção de Florestas com Araucária busca a proteção integral de remanescentes bem conservados através da sua adoção pela iniciativa privada, na forma de cooperação com os proprietários rurais. Os proprietários são beneficiados recebendo recursos por um período determinado para que consigam arcar com as despesas de proteção das áreas, sendo orientados através de um monitoramento mensal para orientação técnica de ações de conservação a serem aplicadas efetivamente nas áreas adotadas.

A Sociedade Chauá conduziu por 11 meses as ações de monitoramento e orientação técnica para o manejo de conservação dos remanescentes adotados. O trabalho incluiu, além de orientações técnicas gerais, o gerenciamento da efetivação das medidas propostas nos planos de gestão de cada área, assim como a fiscalização de que os recursos repassados estivessem sendo aplicados em ações de conservação ambiental dentro dos remanescentes adotados.

Exposição Fotográfica “Pelas Veias do Paraná”

06/2006 - Projeto Finalizado

A exposição fotográfica “Pelas Veias do Paraná” reuniu uma seleção de mais de 100 imagens coletadas durante três grandes expedições de canoagem com objetivo socioambiental realizadas pela equipe da Sociedade Chauá em diferentes regiões do Estado. Esta exposição assumiu, sobretudo, um cunho comemorativo, coroando 8 anos de expedições e trabalhos de conscientização ambiental da entidade.

Por tratarem-se de imagens provenientes de explorações de navegação, foi ressaltada em especial a beleza das águas paranaenses e de seus ecossistemas associados. No litoral, águas de baía ou de mar aberto, restingas e manguezais, ilhas e montanhas cobertas de florestas pujantes. No rio Guaraguaçu, águas negras refletindo a diversidade de fisionomias vegetais como taboais, caxetais, várzeas e florestas inundáveis. Na outra extremidade do Estado, as diversas tonalidades do rio Paraná – que vão do azul ao marrom – e a grandiosa riqueza biológica do arquipélago de Ilha Grande, que felizmente escapou de tornar-se apenas mais uma lembrança submersa pelo progresso das grandes hidrelétricas.

Através desta exposição comemorativa, que permaneceu por um mês aberta ao público no Jardim Botânico Municipal de Curitiba, a Sociedade Chauá buscou continuar promovendo a disseminação do conceito que norteia grande parte de suas ações de conscientização, o de “Conhecer para Preservar”.

Vivência e Curso de Técnicas de Condução de Grupos

05/2004 - Projeto Finalizado

“Eu escuto e esqueço, Eu vejo e recordo, Eu faço e aprendo.”

Este provérbio chinês resume bem a importância do vivenciar, do fazer, do experimentar para nos conhecermos melhor, assim como o ambiente natural do qual fazemos parte. É através do conhecimento que poderemos usufruir racionalmente deste ambiente natural, conservando-o para as gerações futuras.

Seguindo este princípio de conhecer para proteger, a Sociedade Chauá propôs a Vivência e Curso de Técnicas de Condução de Grupos, visando capacitar multiplicadores da Educação Ambiental. No curso foram abordadas técnicas de integração e de grupos, condução de grupos em trilhas, danças circulares e jogos cooperativos, além de atividades de educação ambiental voltadas para público infantil.

As técnicas repassadas são uma coletânea de atividades e vivências adquiridas através de vários anos de experiências de ambos os ministrantes, atendendo diversos grupos, de idades variadas, em diferentes países. Participaram do curso, acadêmicos dos cursos de Eng. Florestal da UFPR e de Biologia da Faculdade Espírita, além de profissionais da área de relações públicas.

Coordenação:

Juarez Michelotti (Sociedade Chauá)

Carlos Alberto de Oliveira (SMMA)

Programa de Educação Ambiental em Campo Largo

01/2004 - 12/2004 Projeto Finalizado

Para planejar e concretizar ações de educação ambiental no município de Campo Largo, os técnicos da Sociedade Chauá participaram de reuniões com membros das secretarias municipais, em especial relacionadas às pastas de educação, turismo e meio ambiente. Estas conversas trouxeram à tona algumas necessidades e lacunas do município no que diz respeito a conservação do meio ambiente.

Paralelamente, foram realizadas ações experimentais de educação ambiental, materializadas por exposições, palestras e vivências de conscientização, atingindo distintas classes etárias e sociais. Com base num melhor conhecimento das demandas locais, foi elaborado um Programa de Educação Ambiental em Campo Largo abrangendo as seguintes linhas de interesse:

- turismo rural e ambiente;

- redução dos impactos negativos do homem no ambiente;

- o papel do indivíduo na conservação e preservação do ambiente natural e otimização do uso dos recursos naturais;

- história da imigração, a identidade de Campo Largo e o artesanato da região.

Este programa foi desenvolvido para ser implementado em parceria com a Prefeitura Municipal e voltado principalmente para servidores públicos municipais, professores e alunos de escolas públicas e demais interessados.

Diagnóstico das espécies vegetais invasoras nas margens da Represa de Vossoroca, APA de Guaratuba, PR

01/2004 - 11/2005 Projeto Finalizado

O estudo teve por objetivo diagnosticar o nível de contaminação biológica por espécies vegetais invasoras nas florestas nativas existentes às margens do reservatório de Vossoroca, visando subsidiar a proposição de ações de controle e também de conscientização dos segmentos da sociedade que podem auxiliar na conservação dos ecossistemas em análise.

A problemática das espécies vegetais invasoras está fortemente relacionada ao fato de que estas espécies não são consideradas daninhas pelas pessoas que as cultivam em seus sítios e chácaras. A sociedade, de um modo geral, desconhece o elevado potencial de contaminação biológica apresentado por determinadas espécies, considerando-as em muitos casos até como espécies nativas.

Desta forma, considerando-se que as florestas nativas existentes às margens do lago de Vossoroca, além de encontrarem-se em área de preservação permanente protegida pela legislação, também são englobadas, na sua maior parte, pelos limites da APA Estadual de Guaratuba, torna-se de vital importância conhecer as espécies invasoras ali presentes, sua atual área de dispersão local e seu potencial de invasão, tendo em vista a manutenção da biodiversidade regional.

Acesse o artigo completo resultante da avaliação preliminar da proliferação do pau-incenso e demais espécies exóticas invasoras às margens da Represa de Vossoroca, elaborado pela equipe da Sociedade Chauá, e publicado no I Simpósio Brasileiro sobre Espécies Exóticas Invasoras.

Exposição da Expedição Guayrá (Rio Paraná)

01/2003 - 12/2004 Projeto Finalizado

A exposição fotográfica "Expedição Guayrá - Suspiros de Beleza no Sobrevivente rio Paraná" é resultado de uma expedição fluvial pelo rio Paraná a bordo de caiaques, tendo sido apresentada em diversos locais de Curitiba e região, em feiras, shoppings, espaços culturais de prefeituras, universidades e outras instituições.

O objetivo principal da exposição foi servir como um veículo de informação e educação ambiental a diversos públicos, através do qual puderam ser demonstradas e belezas e ameaças existentes em uma das mais importantes regiões para conservação ambiental no Paraná.

A exposição conta com 70 imagens, montadas em placas de plástico reciclado, sustentadas por estrutura de bambu. Também fizeram parte da exposição alguns equipamentos utilizados durante a expedição, como caiaques, barracas e outros. Em alguns casos, a exposição foi acompanhada por palestras de conscientização.

Atualmente a exposição ainda se encontra disponível a qualquer instituição que deseje recebê-la, sendo necessária para tanto uma consulta prévia e agendamento junto à Sociedade Chauá.

Clique aqui e assista o vídeo das expedições Guayrá e Chauá.

Exposição da Expedição Projeto Chauá – Lagamar Paranaense

01/1999 - 12/2000 Projeto Finalizado

A exposição fotográfica "Projeto Chauá – Relatando as Belezas do Lagamar Paranaense" é resultado de uma expedição a bordo de caiaques que percorreu grande parte do litoral do Paraná. O conjunto de imagens foi apresentado em diversos locais de Curitiba, como feiras, shoppings, colégios, universidades e outras instituições.

O objetivo principal da exposição foi servir como um veículo de informação e educação ambiental a diversos públicos, através do qual puderam ser demonstradas e belezas e ameaças existentes em uma das mais importantes regiões para conservação ambiental no Paraná. A exposição conta com 20 imagens, montadas em placas de plástico reciclado. Em alguns casos, a exposição foi acompanhada por palestras de conscientização.

Atualmente a exposição ainda se encontra disponível a qualquer instituição que deseje recebê-la, sendo necessária para tanto uma consulta prévia e agendamento junto à Sociedade Chauá.

Acesse aqui nossa FANPAGE e veja fotos dessas expedições.

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