Histórico

 

A Sociedade Chauá é uma Organização Não Governamental (ONG) estabelecida na cidade de Curitiba e Campo Largo, no Estado do Paraná. Teve seu início informal em 1998, com a criação do "Grupo Chauá", formado por acadêmicos de Engenharia Florestal movidos por ideais ecológicos e pelo espírito de aventura. Em 2003, teve sua formalização como pessoa jurídica.

Durante esses 24 anos realizou diversos projetos, de início voltados à conscientização sobre a importância da conservação de vários ecossistemas, plantas e animais como o papagaio-chauá (Amazona brasiliensis) que deu nome à instituição. Com o tempo os projetos foram ficando mais complexos e científicos, voltados principalmente à conservação de espécies de plantas ameaçadas da Floresta com Araucária (um dos ecossistemas mais degradados do mundo).

 

Desde sua criação a Sociedade Chauá vem enriquecendo sua equipe. Atualmente, constitui um grupo heterogêneo com experiências profissionais diversas na área de conservação (biólogos, engenheiros florestais, sociólogos, viveiristas, ecólogos, artistas e alpinistas). Essa diversidade de pessoas e capacidades permitiu o desenvolvimento de projetos que vem reduzindo o risco de extinção de diversas espécies.

Tem grande destaque na atuação da ONG o estabelecimento de seu viveiro, que é considerado o maior em quantidade de espécies da Floresta com Araucária no mundo. A maior parte dos projetos da instituição estão relacionados com produção de mudas e restauração ecológica, envolvendo a elaboração de manuais de cultivo de espécies nativas pouco produzidas comercialmente, além de diversas pesquisas de cunho ecológico e genético de espécies de plantas ameaçadas de extinção.

 

Entre as conquistas da Sociedade Chauá tem grande relevância as mais de 2.000 matrizes cadastradas para coleta de sementes em 40 remanescentes, incluindo 46 espécies raras e ameaçadas; a produção anual de mais de 200 espécies no viveiro, as mais de 70.000 mudas de espécies ameaçadas distribuídas em diversos plantios de restauração e enriquecimento; as mais de 30 publicações entre artigos, livros, capítulos de livro e boletins técnicos; e os mais de 65 eventos como cursos, seminários e workshops, que alcançaram diretamente mais de 2.000 pessoas.